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Prefeitura de Manaus faz mobilização social na zona Oeste para combater o Aedes aegypti

A Prefeitura de Manaus está intensificando as ações de combate ao Aedes aegypti, para conter o avanço de casos de dengue na cidade.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Uma das estratégias é envolver a população a partir de ações educativas, estimulando a aplicação do checklist “10 minutos contra a dengue”. Na manhã desta terça-feira, 13/4, equipes de agentes comunitários de saúde de unidades do Distrito de Saúde (Disa) Oeste, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), percorreram ruas dos bairros da Paz e Alvorada, visitando as casas para orientar os moradores sobre os cuidados para eliminar os possíveis criadouros.

Em 2020, durante todo o ano, foram notificados 2.275 casos de dengue, dos quais 867 foram confirmados. De janeiro deste ano, até a última segunda-feira, 12, a Semsa já registrava 2.130 notificações, com a confirmação de 1.051 casos.

O Aedes aegypti também transmite a febre chikungunya, que em 2020 teve 75 notificações, com seis casos confirmados e este ano, já registra 28 notificações com quatro confirmações, e o zika vírus, que teve, em 2020, 119 notificações, sendo 50 confirmadas, e em 2021, até o último dia 12, 32 notificações com oito casos confirmados.

A secretária municipal de Saúde interina, Aline Rosa Martins, destacou a importância do envolvimento das comunidades no combate ao mosquito. “O prefeito David Almeida entende que a educação em saúde é um fator fundamental na prevenção de doenças e, no caso das que são transmitidas pelo Aedes, os resultados só serão positivos se houver a participação direta da população. É isso que nossas equipes fazem: vão aos bairros, visitam as casas e levam as informações e orientação para que as pessoas ajudem a evitar a proliferação desse mosquito”, explicou Aline.

A zona Oeste é a que registra o maior número de notificações de dengue. A mobilização reuniu agentes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do bairro da Paz, do conjunto Ajuricaba e Mansour Bulbol, que atuaram em parceria com a Pastoral da Saúde, da paróquia de Nossa Senhora da Paz.

“Estamos aproveitando o período chuvoso para essa ação de enfrentamento ao Aedes, nas áreas onde a gente observou que os números de casos aumentaram. Nosso foco é a mobilização social, a educação em saúde, para que possamos levar uma mensagem à comunidade, para que fiquem atentos aos sinais e sintomas da doença e que procurem logo uma UBS. Além, é claro, de colaborar eliminando os criadouros que possam existir nos quintais, estando atentos a qualquer objeto que possa acumular água, se tornando um criadouro potencial para o mosquito, que só precisa de sete a dez dias para se reproduzir. Se nós eliminarmos os criadouros, nós não teremos mosquito e não teremos doença”, ressaltou o chefe do setor de Controle de Endemias do Disa Oeste, Rubens Santos Souza.

A ação teve a participação da Gerência de Promoção da Saúde (Gpros), da Semsa, que utilizou material didático para alertar para os riscos que o mosquito Aedes aegypti oferece para os seres humanos. “A educação na saúde é fundamental. Nós temos no eixo educação o comunitário como protagonista. Então, é fundamental a participação da comunidade, porque sem ela, a gente não consegue realizar as ações de saúde dentro do território”, ressaltou a gerente de Promoção da Saúde, Altemira Diniz.

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