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Ação em alusão ao Dia Internacional de Luta contra a LGBTIFOBIA orienta sobre a garantia de direitos

Em alusão ao Dia Internacional de Luta contra a LGBTIFOBIA, comemorado nesta segunda (17), uma ação educativa e social foi realizada no fim de semana para marcar a data simbólica da luta pelos direitos LGBTI, com panfletagem, orientação a profissionais LGBTI que atuam em pontos de prostituição e para reforçar os canais de atendimentos das instituições participantes à população LGBTI.

    Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Na ocasião, foram disponibilizados materiais com orientações sobre canais de saúde, bem como a distribuição de preservativos masculinos e femininos e gel lubrificante.

A ação foi realizada pela Defensoria Pública Especializada na Defesa dos Direitos Humanos, Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), além da Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram) e a Organização da Sociedade Civil Rede Amizade e Solidariedade.

A iniciativa marca a data simbólica da luta pelos direitos LGBTI que coincide com o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como doença. As instituições percorreram pontos de Manaus realizando uma abordagem entre a noite de sábado (15) e a madrugada de domingo (16) para orientar sobre a necessidade e importância da prevenção, garantia de direitos da população LBGTI e ofertar testes para HIV.

Para o defensor público Roger Moreira, titular da Defensoria de Direitos Humanos, além do caráter social e de saúde, a ação é uma oportunidade para dar visibilidade ao discurso contra todo o tipo de discriminação contra a população LGBTI. “Nossa ação não é apenas uma abordagem social de caráter educativo, mas uma forma de visibilizar o Dia Internacional de Luta contra a LGBTIFOBIA. Destacamos principalmente o acolhimento, porque recebemos essa população no nosso atendimento nas nossas unidades, mas por conta do atual momento de pandemia, é importante que a Defensoria vá ao encontro das necessidades dessa população. É preciso cuidar da saúde e lutar contra o preconceito e todas as formas de discriminação. É para isso que a Defensoria existe” destacou Roger.

A subsecretária de Políticas Afirmativas para as Mulheres e Direitos Humanos, Graça Prola, ressaltou que o Dia Internacional de Luta contra a LGBTIFOBIA marca a retirada da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID).

“Homossexualidade não é distúrbio mental e, infelizmente, ainda temos que lutar contra o preconceito e a discriminação sofridas pela população LGBTI. Em alusão ao dia 17 de maio, estamos percorrendo as ruas da cidade abordando pessoas transexuais, travestis e homossexuais para falar sobre direitos e também sobre prevenção a doenças e realizando testes rápidos para HVI”, explicou.

Segundo Joyce Gomes, gerente de diversidade da Semasc, a iniciativa integra uma séria de ações que estão sendo feitas na capital para mapear demandas que servirão para construir políticas públicas e projetos direcionados, principalmente, para a população LGBTI em situação de vulnerabilidade.

“O dia 17 de maio é um momento para a reflexão, luta e reforço a direitos. Em alusão a esta data, estamos com a Assotram, Defensoria Pública, Rede de Amizade e Semasc entregando preservativos, realizando testes para HIV e orientando sobre prevenção e os canais onde é possível buscar ajuda. Por conta da pandemia, há algum tempo não fazíamos a abordagem durante a noite e madrugada, mas com a flexibilização das restrições retornamos com esse trabalho que é fundamental para auxiliar a população LGBTI”, ressaltou.

Serviço

Na ocasião, também foi ofertado teste rápido que permite fazer o diagnóstico do vírus HIV. Ao contrário do teste para HIV realizado com amostra de sangue, o teste realizado na ação utiliza apenas a saliva extraída da parte superior e inferior da boca. O material é coletado da gengiva e da mucosa da bochecha com o auxílio de uma espécie de cotonete, segundo explica a coordenadora do projeto de testagem de bases comunitária da AHF Brasil e Rede Amizade e Solidariedade, Maria Sineide. A amostra é colocada em uma solução que indica o resultado reagente ou não reagente para HIV.

“A testagem é feita a partir da coleta de células de defesa contidas na boca e o resultado sai em apenas 20 minutos. O resultado detecta como reagente para HIV casos cuja exposição tenha ocorrido há, pelo menos, 30 dias, período chamado de janela imunológica. Esse teste é prático, gratuito e indolor e uma oportunidade para quem nunca fez o teste saber se é positivo ou negativo. A partir do resultado, damos a orientação necessária com profissionais treinados e o encaminhamento para o tratamento no serviço de referência na rede pública de saúde”, disse.

Ela complementa que o teste é sigiloso e independente do resultado há uma ‘acolhida’ para passar orientações sobre o risco que as pessoas correm ao manter relações sexuais sem proteção. “Temos uma rede que faz todo o processo de acompanhamento da pessoa. Caso ela não tenha condições financeiras de ir ao serviço médico para o tratamento, a gente acompanha e ajuda essa pessoa até a terceira consulta no serviço de saúde de referência, de modo que se sinta acolhida e segura para continuar o tratamento”, esclareceu.

Atendimento

Pessoas LGBTI vítimas de discriminação podem ser atendidas pela Defensoria de Direitos Humanos. O telefone é (92) 98416-5244 e o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

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