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Butantan pediu R$ 145 milhões para CoronaVac a Pazuello, mas foi ignorado

O Instituto Butantan pediu R$ 145 milhões em agosto de 2020 ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para a CoronaVac, porém, foi ignorado pelo ministério.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Os pedidos documentados em 2 ofícios de 18 de agosto, assinados pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, foram entregues pelo Butantan nessa 5ª feira (20.mai.2021) à CPI da Covid no Senado em resposta a um requerimento aprovado pela comissão.

O valor de R$ 145 milhões cobriria gastos com estudos clínicos e instalação de uma nova fábrica da vacina CoronaVac. Segundo o site, o diretor do Butantan escreveu nos ofícios que os estudos clínicos estavam “orçados em R$ 130 milhões, parte deles, R$ 45 milhões, devidamente contemplados por doações”. Covas então recorreu ao então ministro da Saúde, pois ainda restava uma expressiva parcela sem financiamento.

O Butantan, por meio de sua assessoria, disse ao UOL que não recebeu a ajuda requisitada ao ministério na ocasião e que apenas foi atendido por doações da iniciativa privada: “Até o momento, o Instituto Butantan recebeu, por meio de sua fundação de apoio (Fundação Butantan) apenas recursos provenientes do fornecimento da vacina contra o novo coronavírus. A fábrica que produzirá a vacina em sua integralidade, incluindo o Ingrediente Farmacêutico Ativo, recebeu recursos exclusivos de doações da iniciativa privada, superiores a R$ 180 milhões. As obras devem ser concluídas em setembro”.

DADOS

Até as 21h30 desta 5ª feira (20.mai), o Brasil aplicou a 1ª dose de vacinas contra a covid em 41.656.502 pessoas. Dessas, 20.462.430 receberam a 2ª dose. Ao todo, 62.118.932 doses foram administradas no país.

O número de vacinados com ao menos uma dose equivale a 19,5% da população, conforme a projeção para 2021 de habitantes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os que receberam as duas doses são 9,6%.

Dos que tomaram a 1ª dose, 49% já receberam também a 2ª e estão imunizados. As vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil são a CoronaVac, Oxford-AstraZeneca e a da Pfizer. Todas requerem duas doses para uma imunização eficaz.

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