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Com aumento de casos e internações por covid, governo deve recuar nas aberturas em SP

Integrantes do comitê de contingência da covid-19 e o governador João Doria estão reunidos na manhã desta quarta-feira, 26, para discutir um recuo na flexibilização em São Paulo. Diante de aumento de casos e internações por covid-19 nas últimas semanas, a recomendação dos especialistas que assessoram o governo no combate à pandemia é de que seja adiada a abertura de 60% do comércio, academias, salões de beleza e outros estabelecimentos. A nova fase, anunciada na semana passada, começaria em 1 de junho.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Desde segunda-feira, a capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos é de 40% - até então era de 30%. A cada semana, o governo vinha permitindo mais aberturas. Doria também havia anunciado a prorrogação da fase de transição do Plano São Paulo para todo o Estado até o dia 31. A partir de 1º de junho, estava prevista ainda a ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais até as 22 horas. As mudanças ficariam para o meio de junho.

Integrantes do comitê acreditam, segundo o Estadão apurou, que o governo deve aceitar a sugestão e anunciar daqui a pouco em coletiva o recuo da flexibilização.

Nas últimas semanas, o País têm registrado aumento no número de casos e internações. Um dos principais dados é a média de diagnósticos por dia, que está acima dos 65 mil positivos, acréscimo de 8% em 14 dias. O avanço em registros leva a risco maior de contaminação e de internação, ampliando a pressão sobre o sistema e a possibilidade de óbitos.

O Estado de São Paulo está em curva ascendente na média móvel (calculada com base nos últimos sete dias) de novas internações desde 6 de maio, quando registrava 2.195. Na terça-feira, 25, a taxa foi de 2.595 novas hospitalizações ligadas à covid-19 por dia, semelhante à registrada em meados de março e superior ao recorde de 2020, que foi de 1.972 em 16 de julho.

Situação semelhante é identificada em casos da doença. A média móvel de casos também está em curva ascendente, desde 8 de maio, quando era de 11.320 novos registros por dia. Na terça-feira, 25, ela chegou à taxa de 13.940 novos casos diários, semelhante à registrada em meados de março e superior ao recorde de 2020, que foi de 11.298 em 31 de julho. O pico deste ano foi em 1º de abril, com 17.933.

A ocupação média de UTI é de 80,5% (redes pública, privada e filantrópica), enquanto é de 63% em enfermaria. Ao todo, o Estado tem 108.575 óbitos e 3.210.204 casos confirmados do novo coronavírus.

Na capital paulista, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seis hospitais da administração pública ou com leitos contratados estão com 100% de seus leitos ocupados. E a rede particular também já se preocupa. O Hospital Israelita Albert Einstein se prepara para a abertura de 60 novos leitos na primeira quinzena do próximo mês como medida preventiva. Há duas semanas, o hospital tinha 114 pacientes em leitos de covid. Nesta terça, eram 168, alta de 47%. Já a taxa de ocupação geral, que inclui pacientes sem covid, estava em 103%. No Sírio Libanês, o aumento anteontem, na comparação com o dia 17, foi de 23%, saltando de 141 casos para 174 em uma semana.

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