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Garantido e Caprichoso cancelam festival de Parintins no Amazonas

Manaus/AM - Os presidentes dos bumbás Garantido, Antônio Andrade, e do Caprichoso, Jender Lobato, cancelaram, nesta quinta-feira (27), as apresentações pelo segundo ano consecutivo do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. 

Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO  

Em entrevista exclusiva, Antônio Andrade e Jender Lobato, explicaram que por conta do atual momento da pandemia, a realização do Festival ainda é um risco.

“Não vamos participar. O Garantido pensa que a vida é mais importante neste momento. Mesmo que todos as pessoas de Parintins estejam precisando de trabalho, a vida é mais importante. Não temos nada pronto, precisaríamos de tempo para comprar e fazer alegorias, além disto, a vacinação ainda não atingiu toda a população”, disse Andrade.

O presidente do boi vermelho ainda questionou a ameaça de uma terceira onda de casos de Civid-19 em Parintins que é o município do Amazonas que mais tem casos de infectados e mortos pela doença. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) Parintins tem 9.856 infectados e 351 óbitos. “Não podemos brincar com a sorte tendo o risco de uma terceira onda”, ponderou.

Já Jender Lobato, do bumbo Caprichoso, também ressaltou que é impossível realizar o festival sem o calor e a aglomeração de um dos principais itens da festa, a Galera. “Se é justamente a Galera que faz a festa. Eles se beijam, se abraçam, pulam na arquibancada. Como podemos fazer um festival sem esse item?”, questionou.

Empregos prejudicados

Atualmente, segundo os líderes dos bumbás, o Garantido emprega cerca de 900 artistas e o Caprichoso 700. Entre os trabalhadores, há compositores, aderecistas, costureiras, coreógrafos e outros. Há ainda os que atuam de forma indireta como vendedores e fornecedores.

Para Jender Lobato, é inviável a realização do festival 2021 por conta de as agremiações ainda não terem começado a produção de alegorias. O festival deveria ocorrer nos dias 25, 26 e 27 de junho. “Muita coisa está pronta, mas no papel. Para que a gente se apresente em junho, era preciso que tivéssemos começado as produções em março. Então, festival este ano, não é possível”, finalizou.

A reportagem aguarda um posicionamento oficial da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas sobre a realização ou suspensão do Festival Folclórico de Parintins.

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