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Homem é preso suspeito de liderar grupo especializado no 'golpe do motoboy'

Levando uma vida confortável no litoral paulista, um homem de 30 anos foi preso suspeito de ser o líder de uma quadrilha especializada no chamado “golpe do motoboy” ou “do falso cartão de crédito clonado”, que envolve o furto de cartões bancários das vítimas. Somente em Nova Lima, na Grande BH, ele teria causado um prejuízo de R$ 60 mil às vítimas.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO


As investigações começaram na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Lima. Segundo o delegado Daniel Balthazar, em junho do ano passado, os policiais prenderam lá, em flagrante, um homem suspeito de aplicar o golpe.

“Estelionatários entram em conato com as vítimas se passando por funcionários de instituições bancárias e informam que foi realizada uma compra no cartão da vítima. A vítima não reconhece a compra e os golpistas começam a perguntar várias informações bancárias das vítimas, sobretudo as senhas utilizadas. A vítima passa todas as informações aos golpistas e, ao final, os estelionatários informam que um terceiro, funcionário do banco buscará esse cartão de crédito para que seja realizada uma perícia. A vítima passa o cartão de crédito ao golpista, que logo em seguida realiza várias operações bancárias”, detalhou o delegado, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (23/5).

 

Em Nova Lima, quatro vítimas foram identificadas, todas com mais de 65 anos. O prejuízo somado chega a R$ 60 mil em compras irregulares.

“A gente obteve êxito em identificar um indivíduo oriundo do estado de São Paulo que era o responsável por passar todas as essas informações para que terceiros fossem buscar os cartões na casa das vítimas. Com base na identificação dele, representamos por um pedido de prisão, que foi deferido pela Justiça”, disse Balthazar.

Na última quarta-feira (19/5), o homem foi preso em Bertioga (SP) e levado para Nova Lima. “Com ele foram encontrados dois carros de luxo, um deles um Porche avaliado em R$ 200 mil, uma moto aquática, um notebook, celulares, uma pequena quantidade de maconha.

Posteriormente, ele foi reencaminhado ao estado de Minas Gerais para responder por sua conduta e, ao final, está sendo investigado pelo crime de estelionato”, explicou o delegado. Segundo ele, a pena pode ser dobrada pelo fato de as vítimas serem idosas, e também pode haver punição por lavagem de dinheiro.

  

Até então, o suspeito só tinha uma passagem pela polícia por uso de documento falso, em São Paulo. Conforme o delegado Daniel Balthazar, ele negou o crime e, depois, se reservou o direito de permanecer calado. Os celulares apreendidos serão analisados.

O delegado também deu orientações para que as pessoas não caiam nesse tipo de golpe. “Não repasse qualquer tipo de senha. As instituições financeiras não entram em contato para pedir a senha. Qualquer dúvida que tiver, é melhor se dirigir ao banco e procurar o seu gerente”, destacou.

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