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Advogado de Bolsonaro, Wassef entra sem máscara no Senado e se tranca no banheiro feminino

O advogado do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, causou tumulto no Senado Federal na noite desta sexta-feira (25) enquanto acontecia a CPI da Covid, com depoimento dos irmãos Miranda, que denunciam um esquema de corrupção na compra bilionária da vacina indiana Covaxin.


Sem usar máscara de proteção contra o coronavírus - ítem obrigatório nas dependências do Senado - Wassef foi questionado por repórteres sobre o que ele fazia ali. Se esquivando enquanto falava ao telefone, o advogado de Bolsonaro se trancou por engano no banheiro feminino.

A Polícia Legislativa foi acionada, e ordenou que Wassef deixasse o banheiro feminino. Em seguida, o advogado desligou o telefone e saiu do local, dessa vez falando à imprensa.

Ele afirmou que seu sigilo bancário e fiscal foram quebrados pela CPI. "Eu tomei ciência no dia de hoje que o senador Renan Calheiros requereu e quebrou o meu sigilo bancário e fiscal indevidamente", disse. "Eu queria sugerir à CPI, ao senhor Renan Calheiros, que a CPI não é mecanismo e não pode ser usada de forma indevida para quebrar os sigilos bancário e fiscal de cidadãos brasileiros. Eu sou advogado do senador Flávio, do presidente, eu tenho a imunidade, tenho as minhas prerrogativas e a CPI está sendo usada com desvio de finalidade e função", afirmou o advogado.

Ao saber da afirmação, Renan Calheiros afirmou na CPI que não houve quebra de sigilo de Wassef: “Foi uma informação imprecisa."

Senadores criticaram a postura do advogado, que entrou infringindo as regras da casa ao não usar máscara. O senador Randolfe Rodrigues afirmou que pedirá informações sobre quem autorizou a entrada de Wassef no Senado.

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