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Bolsonaro mostra que manda no Exército e que pode chamar de seu

Ao dobrar o general Paulo César Nogueira, comandante da maior força militar do País, para que admitisse publicamente que Eduardo Pazuello, ao subir em palanque politico e discursar para grupos de ultradireita não cometeu indisciplina ou violou o código militar, o presidente Bolsonaro passou a ter autoridade para chamar essa força de “Meu Exército”. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO   

Essa história de que o Exército brasileiro serve à democracia e ao País se transformou, nesta quinta feira, com a divulgação da decisão do comando militar, em uma indigesta piada. Além de estimular, perigosamente, a indisciplina nos quartéis.

O Exército está mais propenso a servir aos propósitos de um homem que quer submeter a democracia aos seus caprichos, calar a oposição, banir eleições livres, transparentes e democráticas. Se considerar que, ao fazer essa opção, está servindo ao País, o comando do Exército comete um erro histórico.

Bolsonaro acabou de colocar o Brasil com um pé em um passado de dor, de supressão de direitos fundamentais, de prisões arbitrárias, da negação dos valores da democracia.

Só apóia um governo com chancela dos militares quem não conheceu os anos de chumbo, nem sofreu com perseguições, nem teve a casa invadida, os pais levados para cativeiros e submetidos a mais cruel tortura.

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