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Bonner critica Bolsonaro após ataques a jornalistas: ‘sinais que acendem o alerta’

William Bonner participou do “Altas Horas” de ontem e criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro, que fez ataques consecutivos a mulheres jornalistas ao ser questionado sobre não usar máscaras e sobre o atraso da compra de vacinas, além do contrato bilionário com a Covaxin, alvo de investigação na CPI da Covid. 


"Se a autoridade pública manda calar a boca, se ela se recusa a responder, ou responde com impropérios e insultos, quem não está cumprindo seu papel é a autoridade pública", disse o âncora do Jornal Nacional.

Bonner foi questionado por Serginho Groisman acerca dos editoriais no telejornal em que as mortes por covid-19 atingem números expressivos, como a de meio milhão no último dia 19. "Durante a pandemia, foram feitos alguns editoriais quando números muito impressionantes eram atingidos. Isso aconteceu, por exemplo, quando o número de 100 mil mortes foi atingido. Agora com 500 mil mortes, nós achamos que era o momento não apenas de fazer um editorial para marcar posição sobre a gravidade dessa tragédia nacional, mas para marcar uma posição nossa, do Jornalismo da Globo, em defesa de coisas que constam na nossa essência e nos nossos princípios editoriais" disse.

"Então, o editorial teve o objetivo de informar o povo brasileiro, contar pro povo brasileiro que a despeito de tudo o que está acontecendo, nós não vamos arredar pé da defesa do direito à saúde, que é um direito do cidadão brasileiro, e o direito de vivermos numa democracia. Tudo aquilo que põe em risco uma coisa ou outra, demanda da gente uma postura muito firme", afirmou Bonner.

"Nós observamos naquele editorial que tudo na vida, tudo no universo comporta diversos ângulos, e você deve acolher todas as possíveis visões dos problemas, esses ângulos e essas visões são acolhidos no debate. Mas é óbvio que tem que haver exceções, e a gente não vai transigir quando o que estiver em risco for a saúde de todo mundo e a democracia brasileira que a gente preza tanto e pela qual se lutou tanto", disse.

“Eu tinha 20 anos quando a gente começou a brigar para ter eleições diretas, por exemplo. E aí declarações, atitudes, manifestações, sinais vão sendo dados, aqui e ali, que acendem a nossa luz de alerta. A imprensa livre tem como papel, toda a imprensa livre tem como papel, defender a nossa democracia. É o que a gente está fazendo e foi o que a gente quis marcar com aquele editorial.”, explicou.

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