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De dentro de presídio federal, chefões do CV mandavam matar e torturar rivais

Investigações da Polícia Federal apontam que mesmo atrás das grades, chefões do Comando Vermelho (CV) repassavam ordens a integrantes da facção criminosa nas favelas do Rio de Janeiro com ajuda de um agente penal do presídio federal de segurança máxima de Catanduvas (PR). 


Segundo a PF, as investigações iniciaram há um ano. Os documentos mostram que os criminosos usavam o recurso até para ordenar mortes e torturas.

Imagens obtidas pelo Uol de um banho de sol no pátio da penitenciária em 11 de abril mostram o momento em que um bilhete era lido para Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como o chefão do CV. Procurada, a defesa do criminoso negou as acusações.

O registro mostra o interno Cleverson Pereira dos Santos, o Palmeirense, retirando embrulhos com bilhetes escondidos no uniforme. Em seguida, lê o recado para integrantes da cúpula do CV, próximo a Claudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, e João Paulo Firmiano Mendes da Silva, o Russão.

Segundo o setor de inteligência da penitenciária, a mensagem era destinada principalmente a Marcinho VP, com quem Palmeirense fez "diversos contatos visuais, acreditando-se que ele estaria esperando alguma resposta", segundo um dos trechos da investigação interna anexada ao inquérito da PF.

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