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Empresa e moradores se unem para proteger igarapé do Gigante e sonham reproduzir modelo de recuperação ambiental nos igarapés de Manaus

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado todos os anos no dia 5 de junho. A data tem como objetivo levar ações de conscientização e proteção do meio ambiente, e foi definida em 1972, onde teve início a primeira das Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano, em Estocolmo, que congregou vários governos e ONG's em torno do tema. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO  

Desde então, a data consta no calendário da Organização das Nações Unidas (ONU). O tema deste ano é “Restauração de Ecossistemas” e o Paquistão será o anfitrião global da data. De acordo com a ONU, a restauração do ecossistema pode assumir várias formas, como: plantação de árvores, tornar cidades verdes, restauração de jardins, mudança na alimentação ou limpeza de rios e costas.

A Mixcon Incorporadora, que é master developer, e atua planejando bairros inteligentes afim de melhorar a qualidade de vida de seus futuros moradores, como o bairro Parque Mosaico, onde o gigante do Igarapé percorre.
Lá moradores do local com o apoio da Mixcon criaram a Associação Parque Mosaico Amazônia, que atua junto a diversas instituições e governo , para que ações de revitalização integral do Gigante sejam realizadas.

Localizado no coração da zona Oeste, o Igarapé do Gigante é um dos locais que recebeu e ainda recebe ações de recuperação por moradores e empresas comprometidas na preservação do meio ambiente, como a Mixcon.

O igarapé, como o próprio nome diz, tem uma longa extensão, com cerca de sete quilômetros. Ele nasce nas proximidades do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no Tarumã, e vem percorrendo vários bairros da zona Oeste.


Recuperação do Gigante

Um grupo de moradores do bairro da Redenção, presenciando a degradação constante do igarapé, decidiu “arregaçar as mangas” para salvar o Gigante. Foi então que nasceu o REUSA, projeto que com apoio da Mixcon Incorporadora, utiliza ações de conscientização e recuperação com a reciclagem e fonte de renda a moradores do local.

As ações de recuperação do igarapé iniciaram há cerca de seis anos devido ao acúmulo de sujeira e mau cheiro que causava incômodo às famílias que moram nas proximidades. A líder comunitária Maria Cristina Pereira da Silva explica que à medida que os moradores limpavam o igarapé, recolhendo detritos, a área se tornava melhor para se viver. E o que era tido como lixo virou matéria-prima para artesanato, passando a ser fonte de renda para várias famílias.

“Eu digo que esse projeto iniciou a partir do momento que eu vim morar aqui e me deparei com muita sujeira no igarapé. No mês de fevereiro, deu uma chuva muito forte e alagou todas as casas no entorno do igarapé. Foi quando eu procurei ajuda na Virada Sustentável (movimento de mobilização para a sustentabilidade realizado anualmente em todo o país) e pude aprender mais sobre o assunto”, lembra.

Dona Cristina acredita ainda que iniciativas como essa devem ser realizadas não somente no Gigante, mas em todas as áreas próximas aos igarapés de Manaus. “Um dos nossos principais desafios atualmente, é fazer com que esse projeto se concretize de fato entre todas as pessoas que moram no entorno do igarapé. E que a população em geral aprenda a separar seus resíduos dando destino certo pra cada um deles. Sabemos que já existem empresas dentro de Manaus que recolhem esses resíduos”, finaliza.

Além do REUSA, outras instituições engajaram-se nesta ação de recuperação do igarapé do Gigante, como é o caso do trabalho conjunto entre Organização Não Governamentais (ONGs) e empresas comprometidas com a questão ambiental.

A ativista social do Grupo TransformAÇÃO, Giselle Mascarenhas, fala do trabalho executado através do “Rip Arte”, que une arte, educação e cultura produzindo peças a partir dos detritos recolhidos das águas. A mudança em outros pontos onde o igarapé percorre já é visível, como é o caso do bairro Planalto, que possui agora um espaço denominado de “Praça das Flores”, no mesmo local há pouco tempo havia um lixão a céu aberto.

Existem também, ações frequentes de recolhimento de detritos onde deságua o Gigante. Nas proximidades da Marina do Davi, ocorre a “Remada Ambiental”, onde voluntários em cima de pranchas de SUP, caiaques e botes recolhem milhares de objetos encontrados nas margens do rio Tarumã, e realizam ações de conscientização com banhistas e proprietários de flutuantes.

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