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‘Raio-X da Ópera’ mostra bastidores e curiosidades do FAO

Nesta segunda-feira (07/06), foi lançado o primeiro episódio do “Raio-X da Ópera”, uma série de vídeos no YouTube (festivalamazonasdeoperafao e Cultura do AM), produzidos pelo setor de Audiovisual da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que vai mostrar os bastidores da produção do Festival Amazonas de Ópera (FAO), com entrevistas dos profissionais envolvidos, além de curiosidades sobre o mundo da ópera. Neste ano, o 23º FAO, que iniciou no domingo (06/06), com a ópera “Três Minutos de Sol”, é apresentado em formato on-line e dedicado a compositores e intérpretes brasileiros, com três estreias na programação.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural, o festival está sendo produzido inteiramente com verba da iniciativa privada, por meio do Bradesco e da Motorola, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério do Turismo e Secretaria Especial de Cultura. Conta ainda com parceria do canal Allegro HD e TV Encontro das Águas, e com o apoio do Catavento Museu de Ciências e da Importadora Carioca.

Ao todo serão 14 vídeos, publicados um por dia, até o dia 20 de junho, data de encerramento do FAO 2021. O primeiro episódio é dedicado à história e relevância do FAO, com participações do maestro e diretor artístico do festival, Luiz Fernando Malheiro, e do secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, que também assina a direção geral do evento. Os vídeos também têm opção de acessibilidade, com legendas e intérprete de Libras.

Os próximos episódios terão temas como “A Ópera no Mundo”, “A Ópera no Brasil”, “Produção”, “Libreto e Composição”, “Regência”, “Orquestra”, “Canto Lírico e Canto Coral”, “Direção Cênica”, “Balé”, “Cenografia e Iluminação”, “Figurinos e Visagismo”, “Central Técnica” e “Formação”.

FAO 2021 – A 23ª edição do FAO iniciou no dia 6 de junho e vai até o dia 20, com óperas e concertos gravados, recitais transmitidos ao vivo, webinars e masterclasses on-line, entre outras atrações.

Seguindo os protocolos de segurança e prevenção contra o novo coronavírus, o FAO tem uma produção inovadora este ano. As orquestras dos Corpos Artísticos gravaram, em dias alternados, áudio e vídeo das obras em Manaus, no Teatro Amazonas, e os solistas gravaram as vozes em São Paulo, onde também foi trabalhada a parte cênica. O material foi, então, reunido e editado para dar vida às óperas e aos concertos. Os grupos de músicos também foram reduzidos, em formato de câmara, para evitar aglomerações e facilitar o distanciamento social.

De acordo com Luiz Fernando Malheiro, o FAO não exaltará apenas os compositores contemporâneos, mas realizará um panorama de 165 anos de repertório brasileiro.

Óperas – O FAO 2021 tem três estreias em sua programação: “Três Minutos de Sol”, de Leonardo Martinelli; “O Corvo”, de Eduardo Frigatti; e “moto-contínuo”, de Piero Schlochauer. Todas foram encomendadas especialmente para o Festival.

”Três Minutos de Sol”, de Leonardo Martinelli, abriu a programação e está disponível no canal do FAO, no YouTube. Ópera de câmara, com libreto de João Luiz Sampaio, aborda os relacionamentos em tempo de pandemia. Narra a história de três pessoas que estão em lugares diferentes, cada uma em sua casa, que convivem e se relacionam por meio das mídias sociais. O nome da ópera faz referência ao tempo que uma das personagens fica perto da janela esperando o sol bater diariamente, por apenas três minutos.

Obra de Eduardo Frigatti, “O Corvo” será apresentada no dia 13 de junho, às 19h (20h – Brasília). Baseada no poema de Edgar Allan Poe, traduzido por Machado de Assis, a ópera será uma ilustração de 20 minutos que narra a visita perturbante de um corvo a um homem que acaba de perder sua amada, e que vê a ave como uma mensageira sobrenatural.

Já “moto-contínuo”, de Piero Schlochauer, encerrará o festival no dia 20 de junho, às 19h (20h – Brasília). Com libreto de Beatriz Porto, Isabela Pretti e Piero Schlochauer, a obra conta a história de uma inventora que recebe um pedido para construir um moto-contínuo, uma máquina que pode se mover eternamente.

Recitais e concertos – Os recitais serão apresentados em transmissões ao vivo do Teatro Amazonas, a partir desta segunda-feira (7/6) e nos dias 9, 10, 16 e 17 de junho, às 20h (21h – Brasília). No repertório estarão canções de Carlos Gomes, Ronaldo Miranda, João Guilherme Ripper, Chiquinha Gonzaga, Almeida Prado, Ernani Aguiar, Osvaldo Lacerda e Francisco Mignone.

O programa também terá canções amazonenses, com temáticas ou compositores regionais como Waldemar Henrique, Lindalva Cruz, Adroaldo Cauduro, Ronaldo Barbosa, Ketlen Nascimento, Celdo Braga, Osmar Oliveira, Candinho, Altino Pimenta, Claudio Santoro, Pedro Amorim e Arnaldo Rebelo.

Os concertos, que são gravados com produções em Manaus e São Paulo, serão exibidos nos dias 11, 12, 14, 15, 18 e 19 de junho, também às 20h (21h – Brasília), com obras de Fernando Riederer, Laiana Oliveira, Tatiana Catanzaro, Vinicius Giusti, Paulina Luciuk e Willian Lentz.

Webinars e masterclasses – As transmissões dos webinars e das masterclasses também serão realizadas pelo canal do YouTube do FAO e serão abertas ao público.

Os próximos webinars serão realizados na terça-feira (08/06), com o tema “Teatros de Ópera e a Economia Criativa no Brasil e na América Latina”, e no dia 12 de junho, sábado, com a mesa “A Profissão do Compositor Erudito no Brasil: Formação, Divulgação, Interesse e Futuro”, ambos às 16h (17h – Brasília).

A mesa “A Ópera Hoje, no Brasil e no Mundo”, que seria realizada no último domingo foi adiada e, em breve, será divulgada uma nova data.

Também serão realizadas as masterclasses “A Arte do Canto na Ópera Contemporânea”, com soprano e atriz Gabriela Geluda, no dia 16 de junho, e “Composição de Ópera Hoje”, com o compositor e regente de orquestra João Guilherme Ripper, no dia 18 de junho. As masterclasses também serão realizadas às 16h (17h – Brasília).

Bradesco e a cultura – Com centenas de projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. Além do Teatro Bradesco, o banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. São eventos regionais, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

Assim como o Teatro Bradesco, muitas instituições e espaços culturais apoiados pelo banco promoveram ações para que o público possa continuar se entretendo – ainda que virtualmente – durante a pandemia da Covid-19. O banco também lançou o Bradesco Cultura, plataforma digital que reúne conteúdo relacionado às iniciativas culturais que contam com o patrocínio da instituição. Acesse em cultura.bradesco.

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