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Ministros querem retorno das aulas presenciais na educação básica

 O ministro da educação, Milton Ribeiro, fez um apelo, nesta quinta-feira (08), para a volta as aulas e disse que isso só não aconteceu ainda porque alguns estados e municípios estão politizando o assunto.

A declaração foi dada depois uma reunião entre Ribeiro e o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O ministro da Educação comparou a situação do Brasil com os países do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo. O ministro disse que passou vergonha durante o encontro com líderes globais porque o Brasil é o único país que, segundo ele, está há 450 dias com as escolas fechadas por causa da pandemia. 

Mas, dos países que integram o grupo, o Brasil é o que ocupa o primeiro lugar no número de novas mortes por dia, seguido por Indonésia e Índia.

Questionado sobre os problemas das escolas do país que dificultam a adoção de protocolos de segurança, como distanciamento e ambientes ventilados, Ribeiro disse que são problemas históricos e que vão ser resolvidos com medidas paliativas, como o rodízio de alunos em aulas presenciais e ensino à distância.

A posição do titular da educação foi apoiada pelo Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele disse que vacinação não é pré-requisito para volta às aulas e prometeu preparar um protocolo de segurança para a próxima semana. 

Segundo Queiroga, 80% dos professores da educação básica receberam, ao menos, a primeira dose da vacina. O ministro não informou quantos já tomaram a segunda dose e estão com a imunização completa.

De acordo com o MEC, o país tem 46 milhões de alunos na educação básica, mas 5 milhões não estão participando das atividades de ensino a distância, ou seja, passam a entrar nas estatísticas de abandono escolar.

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