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Prefeitura de Manaus tem 110 projetos científicos aprovados no ‘Programa Ciência na Escola’, da Fapeam

Foram aprovados 110 projetos científicos de 66 unidades de ensino da Prefeitura de Manaus, no Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do edital n° 004/2021, divulgado na sexta-feira passada, 9/7. 

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Em todas as Divisões Distritais Zonais (DDZs) da Secretaria Municipal de Educação (Semed) houve projetos aprovados: Sul (22); Rural (25); Oeste (11); Norte (20); Leste I (11); Leste II (15) e; Centro-Sul (06).

O objetivo é apoiar a participação de professores e alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e, também, do ensino médio, em projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica, desenvolvidos nas escolas geridas pela Semed.

De acordo com o edital lançado em março deste ano, os professores coordenadores serão contemplados com bolsas no valor de R$ 560 durante seis meses, e os alunos envolvidos nos projetos receberão R$ 150 por cinco meses.

Rosivaldo Fonseca, assessor da Gerência de Tecnologia Educacional e representante da Semed no PCE, comentou sobre os impactos desses projetos na rede municipal de ensino.

“Isso significa 110 professores produzindo ciência na escola e 330 alunos cientistas em uma imersão no mundo da pesquisa. Reverbera indiretamente em todos os discentes dessas 66 unidades de ensino, objetivando a alfabetização científica aos nossos estudantes. Fazendo com que cheguem ao ensino médio e na graduação com visão de mundo e conhecimentos mais elaborados”, comentou.

Projetos

A unidade de ensino da Semed, que mais se destacou no PCE foi a escola municipal Nossa Senhora das Graças, localizada à margem esquerda do rio Amazonas, na comunidade Jatuarana, zona ribeirinha, na qual teve a aprovação de seis projetos. A gestora da escola, professora Edilane de Menezes, está bastante satisfeita com o resultado.

“Todos os anos, sempre temos projetos aprovados, porém, não podemos esquecer que ainda estamos com a situação da pandemia e que nossos professores, além de organizarem atividades para os alunos que não estão frequentando a escola presencialmente, ainda tiveram a eficiência de elaborar seus projetos e competir com todas as escolas do Estado e prefeitura, tendo 100% de aprovação”, pontuou.

A professora de geografia dessa escola, Thaini Maiara Pereira, teve seu projeto aprovado, intitulado “Identidade e usos comunitários no mapa: cartografia social escolar com tecnologia”, que consiste em fazer uma representação da comunidade pela visão de quem mora, vivência e forma da comunidade. Os alunos participantes serão os estudantes do 6º, 7º e 8º anos, que produzirão mapas sociais identificando os pontos mais importantes da comunidade.

“Esse projeto é uma oportunidade para os alunos entrarem em contato com os conceitos cartográficos e com a tecnologia, que será utilizada para fazer as imagens e, ainda gerar o sentimento de pertencimento que os leva à valorização da comunidade”, pontuou a professora.

Outra unidade de ensino, que obteve resultado positivo no PCE, foi a escola municipal Professor Álvaro César de Carvalho, localizada no bairro Tancredo Neves, zona Leste, com o projeto “Gamificação: aprendendo ciências por meio de jogos digitais”, idealizado pela professora de ciências biológicas, Juliana Viana.

Essa pesquisa científica envolverá os alunos do ensino fundamental II, tendo como objetivo demonstrar a capacidade da utilização do jogo virtual “Plague Inc”, que abrange conteúdos de ciências, como uma ferramenta de ensino e aprendizagem.

“Ter o projeto aprovado no PCE é um privilégio e uma oportunidade de ampliar minha experiência profissional. Esse projeto é importante, porque vai despertar a vocação científica e incentivar novos talentos. Os alunos vão aprender, por meio de experiências visuais, auditivas e sensoriais, além de expressar sua criatividade”, afirmou a educadora.

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