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Grupamento Marte realiza trabalho pericial de artefatos e dispositivos explosivos

Identificação e análise dos vestígios de artefatos explosivos, reconhecendo as características físicas, o provável sistema de iniciação e detonação, além do tipo e da quantidade de material utilizado no dispositivo bélico. Todo este trabalho técnico pericial é produzido pelo Grupamento de Manejos de Artefatos Explosivos (Marte), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Estas atuações nas operações pós-incidentais – ações que são desencadeadas depois da localização de uma bomba – são desempenhadas por uma seção exclusiva do Marte. Esse grupo conta com três policiais técnicos explosivistas especializados nesta área pericial.

O comandante do Marte, major Mesquita Feitosa, explica como é a proporção das demandas de laudos periciais produzidos pela unidade, que é especializada em neutralizar dispositivos de diferentes origens.

“Todos os vestígios de artefatos explosivos desativados pelo Marte são analisados, sendo emitido um relatório técnico acerca dele. Esses relatórios são encaminhados, mediante solicitação, aos órgãos competentes”, explica o major.

Apesar dos artefatos só serem periciados após a desativação realizada pelos policiais, os riscos para realizar este trabalho são grandes, tendo em vista o fato dos militares estarem lidando com bombas e detonadores. Ainda há a complexidade de se obter vestígios preservados no local do crime.

De acordo com major, os relatórios técnicos periciais de artefatos explosivos são finalizados, a depender do caso, em sete dias. No entanto, devido às características e à complexidade de determinado dispositivo, esse período pode ser muito maior.

Perícia – Após essa análise, os vestígios e o relatório técnico produzido pelo Grupamento Marte são encaminhados ao Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), para dar andamento aos procedimentos cabíveis.

O DPTC é o setor competente para a realização de perícias criminais em geral. No caso da perícia de artefatos explosivos, o Marte é acionado por causa da peculiaridade dos explosivos.

Essa análise exige um conhecimento técnico e específico diferenciado, em grande parte motivado pelo risco oferecido pelos materiais. Uma única falha no manuseamento de mecanismos explosivos pode provocar grandes danos e até mesmo custar a própria vida do policial.

Desta forma, o Grupamento Marte conclui a análise e emite um relatório técnico pericial acerca do material. Este documento é remetido ao DPTC para subsidiar os laudos periciais.

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