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Prefeitura orienta estudantes sobre destinação do lixo e reciclagem no combate ao Aedes aegypti

Com o objetivo de reduzir o risco nas comunidades de maior vulnerabilidade às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), promoveu nesta quarta-feira, 11/8, uma ação de Educação em Saúde na escola municipal Antônia Medeiros da Silva, na comunidade União da Vitória, bairro Tarumã, zona Oeste.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

De acordo com a chefe do setor de Educação em Saúde e Mobilização Social da Semsa, enfermeira Lilian Zacarias, a ação integra um dos eixos estratégicos para o controle do Aedes aegypti, com o objetivo de reduzir os casos de dengue, zika e chikungunya.

“As ações da Prefeitura de Manaus estão sendo desenvolvidas prioritariamente em comunidades que apresentaram alta vulnerabilidade para as doenças transmitidas pelo Aedes, a partir do resultado do diagnóstico de infestação do mosquito, que foi realizado no mês de junho. Com a retomada das aulas presenciais, a Semsa também retomou as ações de mobilização nas escolas no combate ao Aedes, o que já era executado antes da pandemia da Covid-19”, informou Lilian Zacarias.

O mapa de vulnerabilidade de Manaus, formatado a partir do levantamento do índice de infestação do Aedes realizado no mês de junho, mostrou que, dos 63 bairros oficiais, 25 estavam na classificação de alta vulnerabilidade; 28 em média vulnerabilidade; e dez bairros foram classificados com situação de baixa vulnerabilidade.

“O diagnóstico de infestação também mostrou que, no que se refere aos depósitos propícios para criadouros do mosquito, a destinação inadequada do lixo dos domicílios é uma questão que precisa ser trabalhada junto à comunidade. Por isso, a Semsa iniciou a realização de oficinas para orientar os alunos sobre o cuidado com o lixo e também sobre reciclagem de materiais como garrafas PET”, explicou Lilian.

Durante a ação na escola municipal Antônia Medeiros da Silva, o agente de endemias Ricardo Souza da Silva, responsável pela produção de arte de objetos lúdicos utilizados nas ações de Educação em Saúde da Semsa, orientou os alunos sobre o aproveitamento de garrafas PET na produção de jarros para plantas, ímãs de geladeira e outros produtos artesanais.

“É possível transformar produtos, que muitas pessoas jogam no lixo, em artesanato lúdico para ajudar a orientar a comunidade nas ações de educação em saúde, abordando, por exemplo, a dengue, o tabagismo e a hanseníase”, afirmou Ricardo Silva, que produz fantoches, maquetes, tabuleiros, painéis, réplicas do corpo humano, entre outros materiais essenciais, para que os profissionais da saúde possam orientar a população sobre prevenção de doenças e a promoção da saúde.

A Semsa registrou este ano 5.211 casos notificados de doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, zika vírus e chikungunya), sendo que no ano passado o número chegou a 2.431 casos. Entre o total de 5.211 casos deste ano, 4.989 são registros de dengue, o que representa 122% a mais do que o número de casos de dengue notificados no ano passado.

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