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Projeto Suçuarana, da Polícia Militar, ensina arte do jiu-jitsu a crianças e adolescentes no Jorge Teixeira

Um dos bairros mais populosos da zona leste de Manaus, o Jorge Teixeira foi escolhido para sediar o projeto Suçuarana, que ensina a arte marcial jiu-jitsu a crianças e adolescentes. Realizado pela Polícia Militar com o objetivo de prevenir a violência por meio do incentivo ao esporte, o projeto conta com a participação de 63 pequenos atletas, que vêm sendo preparados para competições na modalidade.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Criado em 2017 por policiais militares do Comando de Policiamento de Área Leste (CPA Leste) e 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o Suçuarana tem parceria do Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), e surgiu da necessidade de oferecer opções à garotada do bairro, onde há elevado registro de ocorrências ligadas ao tráfico de drogas. Os participantes têm entre 7 e 16 anos.

Efetivo do CPA Leste, bacharel em Educação Física e faixa preta em jiu-jitsu e luta livre brasileira, o cabo D. Alan está há quatro anos à frente do projeto e destaca a importância social da iniciativa.

“O nosso intuito é salvaguardar as crianças que vivem em áreas periféricas, que estão em situação de vulnerabilidade social. As principais áreas em que nós atuamos são o combate ao tráfico de drogas e o índice de assaltos. A gente tenta evitar que essas crianças se envolvam com o crime”, salientou.

O projeto conta com diversos colaboradores que são referência no jiu-jitsu amazonense. Entre eles estão o professor de luta livre, Claudevan Martins, e Dejanir Cardoso, grande expoente do judô. As aulas são gratuitas e ocorrem no período noturno, para que não haja conflito com o horário da escola. O bom desempenho nas aulas, inclusive, é acompanhado e também serve para estreitar diálogos com os pais.

Ideal de competir – Entre os participantes, a luta é levada a sério. Muitos já foram para competições oficiais. É o caso da atleta Thayla Gabrielle, de 13 anos. “Já participei de muitos campeonatos, tive muitas vitórias. O projeto traz muita disciplina, eu acho que isso foi o que mais mudou na minha vida”, disse.

Competir e trazer medalhas vêm sendo a grande meta dos participantes, relata o coronel Cledemir Araújo. “Algo interessante de se comentar é que aqui no meio deles existem campeões, que já foram para diversos locais do país e trouxeram medalhas em várias modalidades. É motivo de orgulho saber que nós estamos no caminho correto, acreditando no futuro deles, e que eles estão abraçando a causa e tornando tudo realidade”, enfatizou.

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