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Adaf apreende mais de 4 toneladas de pescado e interdita frigorífico clandestino em Manacapuru

Após denúncia, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) apreendeu, nesta quinta-feira (16/09), mais de 4 toneladas de pescado, beneficiado clandestinamente, pelo risco à saúde humana. O material foi encaminhado a uma indústria de óleos e proteínas para ser transformado em ração.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O médico veterinário da Adaf, Michel Melo, que atua no município, explicou que o frigorífico não é credenciado junto ao Serviço de Inspeção e, portanto, não poderia funcionar. O local foi interditado e a equipe da agência recolheu 4.440 quilos de pescado filetado, das espécies mapará, piramutaba, caparari e surubim.

A ação também teve participação do auxiliar de fiscalização agropecuária Ruben Coelho dos Santos e do técnico de fiscalização agropecuária Leandro Martins da Silva.

Exigência – A Adaf reforça que todo estabelecimento envolvido no processamento de produtos de origem animal deve ser cadastrado no Serviço de Inspeção, seja ele municipal (SIM), Estadual (SIE) ou Federal (SIF), que garante ao consumidor que o local segue os padrões higiênico-sanitários adequados.

Eles, obrigatoriamente, devem atuar de acordo com um manual de boas práticas de manipulação e contar com um médico veterinário como responsável técnico, que vai orientar o estabelecimento quanto às boas condutas.

O médico veterinário Michel Melo destaca que, por essa razão, consumir produtos de locais clandestinos representa grande risco à saúde humana.

"Ingerir alimentos de procedência duvidosa pode causar doenças, como a gastroenterite provocada por bactérias. Além disso, sabemos hoje que algumas bactérias não só têm o poder de causar esse tipo de distúrbio como podem gerar toxinas que nem sempre podem ser destruídas em altas temperaturas e também representam riscos ao ser humano", alerta.

Qualquer pessoa pode denunciar irregularidades referentes a produtos de origem animal pelo AdafOuv, no (92) 99380-9174 (ligação e WhatsApp).

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