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Suframa discute Ecossistema de Inovação no Amoci Fortec 2021

A Suframa participou da “Mesa Redonda: Atuações em prol do Ecossistema de Inovação” nesta sexta-feira (03) na programação de encerramento da “3ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia”, integrante do evento virtual “Amoci Fortec Meeting 2021”.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

O evento sediado em Manaus, realizado através da plataforma Hybri, começou na segunda-feira (01) e contou com cerca de 30 atividades e 40 palestrantes de organizações do Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e Colômbia.

Na primeira palestra da mesa-redonda, o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, apresentou um panorama das atividades da Autarquia para o fomento do ecossistema de inovação na Amazônia, enfocando ações de alinhamento e integração com atores como órgãos públicos, academia e iniciativa privada para criar sinergia e espraiar o desenvolvimento regional sustentável. “Estamos tentando buscar e replicar as melhores práticas e melhores iniciativas de inovação com o objetivo de implantarmos um círculo virtuoso em cada vez mais locais dentro da nossa área de atuação, a Amazônia Ocidental e as cidades de Macapá e Santana”, frisou.

O general Polsin destacou, ainda, medidas de desenvolvimento regional sustentável cujo enfoque estão na diversificação da matriz econômica, em áreas como a bioeconomia, ressaltando que a ideia é que sejam complementares e não substitutivas do modelo Zona Franca de Manaus. “No caso da bioeconomia, estamos falando em aproveitar potencialidades da nossa biodiversidade. De utilizarmos matéria-prima, que é só nossa, para desenvolver produtos exclusivos, sem precisar concorrer com ninguém. Ainda estamos engatinhando nesse mundo novo de oportunidades, mas não podemos deixar passar esse cavalo encilhado, não podemos desperdiçar essa chance”, ressaltou.

Polsin citou uma licitação de 267 lotes, em data ainda a ser definida, no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS) sendo 159 no município de Rio Preto da Eva e 108 em Manaus cujo objetivo é atrair a instalação de agroindústrias e desenvolvimento de cadeias produtivas. Para o turismo, a ideia é inserir visitação de fábricas do Polo Industrial de Manaus nos roteiros oficiais de visitação.

Marcos regulatórios

Respondendo pergunta sobre os principais gargalos para a inovação na região, Polsin mencionou a necessidade de avanços em marcos regulatórios e de legislação que facilitem o ambiente de negócios e ressaltou a importância da qualidade de projetos. “O maior problema entre uma ideia bem concebida e uma ação efetiva tem sido a falha dos projetos. Temos que avançar na questão de termos projetos mais bem estruturados. Não podemos dizer que o maior problema é falta de recursos, pois há dinheiro oriundo da obrigação das empresas investirem em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Precisamos, portanto, avançar na questão de transformar pesquisas em nota fiscal”, salientou.

A mesa-redonda também contou com as palestras da presidente da Fapeam, Márcia Perales, e do secretário municipal de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), Radyr Oliveira Júnior e foi mediada pela presidente da Associação do Polo Digital de Manaus (APDM), Vania Capela, que também é diretora Administrativa do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia.

Além da “3º Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia”, promovida pela Amoci, também ocorreu o XV Encontro Anual de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, organizado pela Fortec.

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