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Pastora evangélica ensina: ‘Transar é glorioso e mulher também deve gozar’

Nascida e criada na cidade de Ipatinga, no interior de Minas Gerais, Gabriela Arruda, de 28 anos, cresceu frequentando cultos na Igreja Evangélica Batista.

Após um período afastada, reencontrou-se com a fé na adolescência, aos 15, e hoje exerce a função de pastora e sexóloga.

“Durante muito tempo a religião tratou sexo como pecado, mas eu não acredito que seja assim”, contou Gabriela em entrevista por telefone a Universa. Ela, que é formada em psicologia, faz seminários, cultos e palestras sobre o tema e atende clientes que estão em busca de uma “sexualidade cristã”.

Gabriela decidiu abordar o assunto depois de reparar que muitos casais cristãos estavam enfrentando dificuldades no casamento justamente pelo modo como encaravam a sexualidade.

Em 2017, uma pesquisa realizada pelo Instituro Barna Group mostrou que a taxa de divórcios entre evangélicos, católicos e pessoas sem religião era a mesma, de 25%.

“É um problema que começa na Igreja, porque a Igreja não conversa sobre sexo com os fiéis, o que enfraquece a relação conjugal”, opina.

Para reverter este cenário, ela e seu marido, Fayner Torres, de 32 anos, criaram o curso sobre “Sexualidade sem Pré Juízo” para explicar que, sim, prazer, desejo e orgasmo são atos gloriosos — desde que ocorram entre marido e mulher.

Pode transar antes do casamento?

Ao contrário do que prega a religião evangélica, Gabriela não se casou virgem — mas este não é um fato do qual se orgulha.

“Eu me afastei da Igreja lá pelos 11 anos. Aos 14, perdi minha virgindade. Sentia medo de não conseguir me reaproximar com Deus depois disso. Para me manter em santidade, passei a reprimir o sexo”.

Essa repressão não fez bem a Gabriela, que conta ter enfrentado dificuldades para sentir prazer. “Quando eu me casei, enfrentei dificuldades na hora H, sentia dores na relação, não chegava ao orgasmo. Eu não sabia, não entendia, sofria com a questão do desejo. Só transava por obrigação”, comenta.

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