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Pesquisa de iniciação científica da FVS-RCP estuda a Leishmaniose Tegumentar Americana em Manaus

Uma pesquisa de iniciação científica da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) estuda a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), em Manaus, por meio da análise da percepção e das atitudes de comunitários e agentes de saúde sobre a doença no Projeto de Assentamento (PA) Tarumã-Mirim, no Ramal do Pau Rosa e Ramal da Cooperativa e suas vicinais, na zona rural da capital.


O projeto integra o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic/FVS-RCP), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), por meio da coordenação do Núcleo de Ensino e Pesquisa da FVS-RCP.

Conforme levantamento do Departamento de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, 1.059 casos de LTA foram notificados no Amazonas de janeiro a outubro de 2021. Em todo o ano passado, as notificações chegaram a 1.761.

Em razão da LTA ser um problema de saúde pública no Amazonas, com Manaus apresentando cenário epidemiológico da doença com índice alto de transmissão, o estudo foi pensado para identificar as atitudes de moradores e agentes de saúde em relação à enfermidade.

“A leishmaniose é considerada de transmissão rural, sendo Manaus o município que mais registra as notificações no estado. Neste ano, 27% dos registros foram realizados pela capital, isto é, da zona rural de Manaus”, destaca Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP.

A pessoa com LTA é infectada com o protozoário do gênero Leishmania, considerado parasita. A transmissão se dá por meio da picada de insetos flebotomíneos (Phlebotominae), que vivem em mata principalmente.

De acordo com a coordenadora do estudo, a bióloga e subgerente de Entomologia da FVS-RCP, Érica Chagas, a ocupação territorial na zona rural no estado ocorre próximo à mata, o que pode possibilitar que o inseto chegue às áreas onde as pessoas circulam.

“Na mata, o inseto entra em contato com animais, como a mucura, por exemplo, e se infecta com o Leishmania. Quando o ser humano entra na mata, fica vulnerável a entrar nesse ciclo, sendo picado pelo inseto que pode estar infectado e causar a leishmaniose no indivíduo”, afirma a bióloga.

Projeto – O cronograma de estudo da pesquisa inclui a aplicação de questionários para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias que atuam na zona rural de Manaus. O objetivo é identificar a percepção desses profissionais de saúde sobre LTA.

A estudante bolsista do estudo e acadêmica de psicologia da Fametro, Súzany Marques, destaca que, por meio dos questionários, é possível perceber o que esses profissionais sabem sobre a doença e as atitudes que estão sendo tomadas quando se deparam com os casos suspeitos.

Semanalmente, a equipe do estudo visita à comunidade do Projeto de Assentamento do Tarumã-Mirim, para aplicação dos questionários.

“A partir da compreensão e da percepção que a comunidade tiver sobre a leishmaniose, vamos poder estudar a elaboração de um programa de educação voltado para essa população exposta”, disse a estudante.

Prevenção – A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa causada por um protozoário do gênero Leishmania, considerado parasita. A transmissão se dá por meio da picada do inseto flebotomíneo (Phlebotominae).

Cenário – Das 1.059 notificações de LTA registradas no Amazonas, de janeiro a outubro de 2021, os municípios que mais notificaram foram: Manaus (286), Itacoatiara (82), Presidente Figueiredo (80), Humaitá (68) e Boca do Acre (63).

Referência – A FVS-RCP é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas. A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus.

FOTOS: Divulgação/FVS-RCP

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