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Homem com braço levantado há 45 anos forma legião de devotos

Nesta semana, o caso de Amar Bharati viralizou mundo afora. Há 45 anos, após abandonar mulher, filhos e um emprego num banco, ele vive isolado mantendo o braço direito levantado ininterruptamente. Ele é um sadhu, considerado sagrado por muitos hindus que reverenciam a sua abnegação e a abdicação dos bens materiais.

Bharati está em outro patamar. Um dia, ele decidiu dar uma virada completa na sua vida levantando o braço, e nunca mais tocou sua cintura desde então. Os tendões estão tão comprometidos que, mesmo que o indiano quisesse, ele não teria como baixar o braço, totalmente atrofiado. Médicos acreditam que o membro superior nunca mais será funcional, por causa da severa atrofia muscular, falta de circulação e dos permanentes danos aos nervos.

“O início foi doloroso. Minha mão ficou inchada por uns seis ou sete meses, mas depois o inchaço passou”, disse o monge, que, na prática, não sente mais o braço.

As unhas de Bharati não são cortadas há décadas.

“Os músculos do braço direito claramente atrofiaram, pereceram, algo que geralmente não vemos em pessoas saudáveis. No entanto, os astronautas no espaço exibem atrofia muito semelhante dos músculos e do coração, e descalcificação dos ossos, na verdade, de acordo com o Joan Vernikos, ex-chefe das Ciências da Vida da Nasa, estar no espaço envelhece nosso corpo 10 vezes mais rápido do que aqui na Terra. Os astronautas são incapazes de andar sem ajuda ao retornar da órbita na estação espacial, contou um cientista britânico Andrew K. Fletcher.

Inicialmente inspirado por outros mestres sadhus (muitos deles vivem isolados em árvores como animais), Bharati agora já tem uma legião de seguidores, todos adotando o mesmo tipo de sacrifício à deusa Shiva: mantem o braço levantado a 7, 13 e até 25 anos. Alguns querem superar a marca do mestre.

Devotos hindus os tratam como semideuses, sustentando os sandhus em suas peregrinações.

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