Adepam destaca importância da inclusão de pessoas com autismo na área Defensoria Pública

O projeto “Nosso Coração Também é Azul” já vem estimulando estudantes a exercer a profissão.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

No fim de 2007, a Organização das Nações Unidas (ONU), definiu todo 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (no original em inglês: World Autism Awareness Day). De lá para cá, a luta pela conscientização e inclusão dessas pessoas na sociedade só aumentou, visto que devido as ações frequentes criou-se uma maior conscientização social sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Neste ano, o tema da campanha nacional será “Lugar de autista é em todo lugar”, que visa promover uma mensagem inclusiva à sociedade em relação às pessoas com espectro.

Em Manaus, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) trabalha com a inclusão dessas pessoas por meio do projeto “Nosso Coração também é Azul”, onde vagas para estagiários com TEA são disponibilizadas em várias áreas de formação como direito, administração, jornalismo, dentre outros.

“A inclusão de pessoas com TEA deve acontecer em todos os ambientes e em todas as instituições; infelizmente a nossa sociedade ainda é capacitista, e possui algumas limitações e impedimentos estruturais e muitas vezes institucionais. Nesse projeto nós percebemos que é possível fazer a inclusão de estagiários e possibilitando também a inclusão de profissionais na área da Defensoria Pública e em outras instituições”, destaca Rodolfo Lôbo, coordenador de Projetos e Programas da DPE-AM.

Rodolfo destaca a importância do apoio de mais Defensores Públicos nessa causa, que precisa de constante cuidado e atenção. “Nesse ano serão realizadas novas seleções de novos estagiários e estagiárias com TEA, e a nossa intenção é que os associados da Adepam também possam ajudar a divulgar essa seleção, para que cheguem a mais estudantes tanto de Direito quanto de outros cursos, para que essas pessoas também tenham direito de ingressar na Defensoria Pública”, finaliza.

Por meio do projeto, estudantes de vários cursos poderão trabalhar é melhor conhecer a Defensoria Pública, como é o caso da Maria Necy, acadêmica de Direito, que a partir do estágio na área do Direitos Humanos decidiu se tornar uma Defensora Pública. A estudante destaca a importância de haver projetos como estes, para pessoas com TEA.

“O autista tem muita dificuldade em arrumar emprego/estágio, mas quando tem uma oportunidade basta paciência e adaptação ao ambiente, assim nos acostumamos e aprendemos as atividades, para mim foi muito bom, foi uma porta que se abriu, não tinha nenhuma experiência, na DPE foi o primeiro lugar que exerci atividades laborais”, enfatiza.

Com a experiência adquirida durante o estágio, Maria consegue visualizar daqui pra frente seu futuro profissional com bons olhos. “Pretendo ser Defensora Pública, futuramente, esse é meu hiperfoco, a Defensoria Pública em geral é meu hiperfoco, desde do primeiro dia que fiz estágio. Para quem quer entrar nessa área, é muito bom estudar questões de concursos anteriores e ler doutrinas focadas em Defensorias, futuramente, quando terminar a faculdade irei começar os estudos para concursos da Defensoria Pública ”, comemora.

A Associação de Defensoras e Defensores Públicos do Estado do Amazonas (Adepam), reafirma seu apoio e acredita que são ações como estas que ajudam no desenvolvimento profissional de pessoas com TEA.

“Tive a oportunidade de trabalhar com uma estagiária participante do presente programa, de criação e idealização de nossa saudosa Dra. Flávia Lopes e testemunhar que, não só são pessoas profissionalmente capazes e responsáveis… são principalmente fontes inesgotáveis de humanidade e conhecimento a todos que as rodeiam. Ou seja, já possuem nosso coração verde, enquanto o nosso vira azul!”, destaca Melissa Credie Borborem, presidente da Adepam.

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