Na Justiça, grupo evangélico acusa Xuxa de discriminação; entenda

Brasil – Xuxa Menegel virou alvo de uma ação judicial movida pelo empresário Rony Nicolas Batista Barbosa, que representa o trio evangélico infantojuvenil ‘R3’. Rony cobra uma indenização da apresentadora por danos morais, após ela repostar um vídeo gravado pela influenciadora LGBTQIA+ e youtuber, Liah Bracho, no qual ela ‘satiriza, ataca e discrimina a ideologia, postura e crença religiosa que o grupo comunga e prega pelo país junto à comunidade evangélica’.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Nas imagens, Liah reage ao clipe da canção ‘Nosso Gênero vem de Deus’, do trio R3, cujo trecho da letra da faixa diz o seguinte: “O meu criador amado desenhou um corpo para mim; Sou menina, menina feminina; Sou menino, menino masculino; Não somos acidentes nem erros divergentes; Fomos feitos pelo criador”.

Liah Bracho reagiu ao clipe fazendo uma paródia da música para incluir as pessoas trans: “Sou travesti. O bondoso criador, fez meninos e meninas, e criou a travesti, pra dar close nas esquinas”, cantou a transexual em um trecho da música.

Já em outra parte, na qual as crianças cantam que ‘não nasceram no corpo errado’, Liah refaz a frase e diz: “Já o meu tá alterado”. E continuou: “Sou uma trans, uma trans bem feminina. Os gays também são gente”.

Os advogados que representam o trio entraram com uma tutela de urgência pedindo a retirada imediata do vídeo do perfil oficial de Xuxa no Instagram, mas a Justiça negou. Eles recorreram da decisão, mas novamente o pedido foi negado pelo juízo e o vídeo compartilhado pela apresentadora continua na rede social.

A defesa sustenta que o vídeo replicado por Xuxa tem o intuito de discriminar a ideologia religiosa do grupo, fazer recair contra os integrantes o preconceito contra os dogmas da religião que eles praticam.

“E para alcançar tal intuito, apesar de se tratarem de crianças/adolescentes, não foi poupada a imagem dos recorrentes (Trio R3), fato consumado mesmo inexistindo qualquer tipo de autorização para sua
exploração”, diz um trecho dos argumentos dos advogados, que menciona o fato de Xuxa e Liah não terem autorização do uso de imagem das crianças para tal finalidade.

Também foi alegado que o compartilhamento do vídeo feito por Xuxa fez com que as crianças sofressem diversos tipos de ataques. “Fato que foi exacerbado, principalmente porque Xuxa se trata de uma figura pública, famosa não somente na TV, mas também pelo alcance das postagens que veicula em sua rede social Instagram, onde alcança mais de 11 milhões de seguidores”, justificam os advogados.

O processo de 1006133-44.2021.8.26.0248 tramita em sigilo judicial na 3ª Vara Cível da Comarca de Indaiatuba, em São Paulo.

Veja o vídeo publicado por Liah e republicado por Xuxa:


Fonte: Em Off

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