Veja como o PCC vingou a morte de menino baleado na cabeça em assalto em SP

Brayan, 5, filho de bolivianos costureiros, estava no colo da mãe Verónica no final da noite de 28 de junho de 2013 quando foi baleado na cabeça após a casa da família, na Vila Bela, zona leste de São Paulo, ser invadida por cinco ladrões portando armas de fogo e facas.

Foto: Divulgação / BLITZ AMAZÔNICO

Assustada com o roubo, a criança começou a chorar. Brayan implorou aos assaltantes para que não o matassem e deu algumas moedas do cofre que tinha aos criminosos. A família de nove bolivianos morava em um sobrado humilde no bairro. Os ladrões encapuzados eram vizinhos das vítimas.

Os costureiros entregaram tudo o que tinham de valor à quadrilha. Eram R$ 4.500 juntados com muito suor e sacrifício durante árduas jornadas de trabalho. Um dos ladrões, Diego Rocha Freitas Campos, 20 anos, achou o dinheiro pouco e exigiu mais. Verónica se ajoelhou com Brayan no colo e jurou que a família só tinha aquela quantia. Diego, irritado, ameaçava matar as vítimas a todo momento.

O criminoso ficou mais violento ainda porque o menino não parava de chorar. O ladrão sacou a arma e atirou à queima-roupa na cabeça da criança.

O crime chocou a opinião pública e teve repercussão mundial. Policiais civis e militares cercaram o bairro à procura dos assaltantes. A presença ostensiva da polícia na região interrompeu a venda de maconha e cocaína no local e causou prejuízos ao PCC (Primeiro Comando da Capital), dono das drogas. A facção criminosa chegou a divulgar um “salve” decretando a morte dos assassinos de Brayan. O comunicado do “tribunal do crime” do PCC deixava claro que a organização iria vingar à altura a morte do menino. O recado foi transmitido nos presídios e nas ruas.

A decisão do PCC causou polêmica. Alguns policiais acreditavam que a facção decretou a morte dos ladrões por causa do prejuízo com as “biqueiras” (ponto de drogas) na região. Outra ala considerava que a organização não tolerava o ato covarde da quadrilha que matou um menino indefeso. A Polícia Civil identificou os cinco acusados de envolvimento no crime, mas prendeu apenas Paulo Ricardo Martins, 19, e apreendeu um menor, de 17. Com medo de morrer nas ruas, Felipe dos Santos Lima, 18, se entregou no 49º DP (São Mateus), na presença do advogado David Ferreira Lima.

Fonte: Chumbo Grosso

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