Elon Musk volta a dizer que acordo com Twitter pode travar

O bilionário e CEO da Tesla, Elon Musk, voltou a dizer, nesta terça-feira (17), que seu acordo para comprar o Twitter não pode avançar, a menos que a empresa prove que menos de 5% das contas na plataforma são falsas ou spam. 





“20% de contas falsas/spam, enquanto 4 vezes o que o Twitter afirma, pode ser *muito* maior. Minha oferta foi baseada na precisão dos registros da SEC do Twitter. Ontem, o CEO do Twitter se recusou publicamente a mostrar prova de <5%. Este acordo não pode avançar até que ele o faça”, tuitou Elon Musk.

SEC é a abreviação de Security and Exchange Comission, o equivalente nos Estados Unidos à Comissão de Valores Mobiliários.

Um dia antes, na segunda-feira (16), Musk trocou farpas com o presidente-executivo do Twitter, Paraj Agrawal, que postou textos explicando o esforço de sua empresa para combater as contas utilizadas por robôs. Musk usou um emoji de cocô para ironizar Agrawal sobre como é feita a estimativa de contas falsas na rede social.

Depois de suspender sua oferta na semana passada, aguardando informações sobre contas de spam, Musk disse suspeitar que elas representam pelo menos 20% dos usuários — em comparação com as estimativas oficiais do Twitter de 5%.

“Você não pode pagar o mesmo preço por algo que é muito pior do que eles alegaram”, disse Musk na All-In Summit 2022, uma conferência de tecnologia em Miami, nos EUA, nesta segunda-feira (16).

Questionado se o acordo com o Twitter é viável a um preço diferente, Musk disse: “Quero dizer, não está fora de questão. Quanto mais perguntas eu faço, mais minhas preocupações crescem”.

“Eles alegam que têm essa metodologia complexa que só eles podem entender… Não pode ser algum mistério profundo que é mais complexo do que a alma humana ou algo assim.”

No sábado (14), Musk revelou que, para estimar a quantidade de contas falsas e de spam, o Twitter utiliza uma amostra de 100 perfis. Em seguida, ele disse que a equipe jurídica da empresa o acusou de violar um acordo de confidencialidade ao divulgar o tamanho da amostragem.


Com informações do G1. 

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