Papel do profissional de saúde no enfrentamento à violência sexual infantojuvenil é tema de bate-papo virtual

Com o objetivo de capacitar os profissionais de saúde que atuam na rede de Atenção Primária para o trabalho de orientação da população, a Prefeitura de Manaus realizou, nesta quinta-feira, 26/5, o webinário “Maio Laranja – Em defesa de nossas crianças e adolescentes”, que reuniu representantes do programa Saúde na Escola, Núcleo de Prevenção de Risco por Causas Externas, Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis) da Maternidade Dr. Moura Tapajoz e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).


A roda de conversa foi coordenada pela chefe do Núcleo de Saúde da Criança e do Adolescente da Semsa, enfermeira Patrícia Marques, que salientou a importância da união de esforços para fortalecer a sensibilização destacando os canais de atendimento para crianças e adolescentes vítimas de violação de seus direitos.

“Este é um tema desafiador para todas as instituições envolvidas e a união de esforços, além de fortalecer a rede de proteção, permite que a sociedade, a partir dessas discussões, fique mais sensibilizada e conheça os canais de denúncia e atendimento. O compartilhamento de conhecimentos abre caminhos e permite o avanço para a garantia de direitos”, sintetizou.

Para a presidente do CMDCA, a assistente social Graça Prola, o encontro, que marcou o final da programação do Maio Laranja, foi importante para reforçar o papel estratégico do profissional de saúde no enfrentamento da exploração e do abuso sexual contra crianças e adolescentes.

“O profissional de saúde tem um papel fundamental nesse processo e por isso reforçamos que esse problema social precisa ser analisado sob uma perspectiva múltipla”, salientou.

Segundo ela, a sociedade está mais sensibilizada sobre os prejuízos que a exploração sexual e o abuso causam ao desenvolvimento infantojuvenil, conforme a quantidade de denúncias sobre essa forma de violência.

“Nós avançamos muito, hoje a sociedade denuncia mais. Mas nosso papel agora como educadores sociais é trabalhar estratégias para mostrar às crianças ações de autodefesa, como estratégia de enfrentamento mesmo”, explicou.

A chefe do Núcleo de Prevenção de Risco por Causas Externas, Roxana Espinar, enfatizou que o processo de sensibilização realizado de forma intersetorial, tem obtido resultados, mas ainda há muito a ser feito. Neste aspecto, ela ressaltou a importância da notificação de casos, como o passo inicial para interromper as situações de violência.

“Precisamos fortalecer ainda mais a disseminação de informações como forma de sensibilizar a sociedade da importância da notificação de casos. Essa notificação gera informações que iniciam um processo de interrupção do ciclo de violência”, observou.

A coordenadora do Savvis, da Maternidade Moura Tapajóz, Zélia Campos, enfocou a importância da criação de espaços para discussão do tema, a exemplo do encontro desta quinta-feira, para que o debate seja ampliado.

“A rede de proteção cresceu significativamente e a discussão desse tema que é doloroso, nos dá esperança de que iremos avançar mais para a proteção das crianças e dos adolescentes. Este é um problema de saúde pública, que requer o engajamento de toda a sociedade”, avaliou.

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