Para José Melo, Amazonas pode ter ‘nova queda da borracha’

Pré-candidato a deputado estadual pelo PROS, José Melo propõe como solução o desenvolvimento de uma matriz econômica e ambiental em torno do potencial de exploração sustentável da região, de olho na crescente demanda de mercados globais’


Em entrevista a uma rádio da capital, nesta quinta-feira (5), o ex-governador e pré-candidato a deputado estadual pelo PROS, José Melo, disse acreditar que a dependência da Zona Franca de Manaus, a despeito de sua importância econômica e social, pode levar o Amazonas a uma “nova queda da borracha”. “A Zona Franca de Manas é um modelo maravilhoso, tem que permanecer, mas ao lado dele temos que ter alternativa”, disse.

“Depois que o Ciclo da Borracha acabou, foram 45 anos de completa escuridão. Nada mais tinha nesse estado. Uma queda da borracha pode estar se aproximando. Só que agora não temos mais 120 mil pessoas, temos quatro milhões”, declarou Melo, que propõe como solução o desenvolvimento de uma matriz econômica e ambiental em torno do potencial de exploração sustentável da região, de olho na crescente demanda de mercados globais.

“As duas próximas crises mundiais serão de água e de alimento. Temos 20% da água doce do mudo e potencial para nos tornarmos os maiores produtores de peixe de água doce do mundo. E ninguém tem a qualidade dos peixes que a gente tem aqui. O jaraqui, por exemplo, tem três vezes mais ômega 3 do que o salmão. Precisamos acordar para a realidade que está na nossa frente”, falou.

“Não dá pra aceitar que o Amazonas tenha, na região de São Gabriel, Santa Izabel do Rio Negro, mais de 17 tipos de gema, tudo isso saindo pela nossa fronteira sob a forma de contrabando, e não termos a inteligência para criar normais legais para que isso seja explorado de forma sustentável aqui, e (para que) as 23 etnias do Alto Rio Negro, que não ficam com um centavo disso, possam se bastar” , disse, ainda.

Zona Franca tem inimigos

O pré-candidato a deputado estadual disse ainda que acredita que a Zona Franca de Manaus “tem muitos inimigos” e que a decisão de mantê-la ou não “não está em nossa competência”. “Quem não quer ter uma Samsung em seu estado, gerando emprego?”, questionou.

Para ele, a Zona Franca não deve ser vista como “um presente”, já que contribui para a geração de emprego dentro e fora do Amazonas e, só em 2021, repassou aos cofres da União cerca de 25 bilhões de reais, de acordo com dados do CIEAM – Centro da Indústria do Estado do Amazonas.

Contudo, o sucesso do modelo acabou acomodando a economia local em torno da Zona Franca. “Não dá pra aceitar que o Amazonas tenha, na região de São Gabriel e Santa Izabel do Rio Negro, mais de 17 tipos de gema (pedras preciosas), tudo isso saindo pela nossa fronteira sob a forma de contrabando, e não termos a inteligência para criar normas legais para que isso seja explorado de forma sustentável aqui” , disse, ainda.

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