Operadores de drone afirmam que jogavam veneno em cima de público em evento de Lula: “só 2 litros”

Um vídeo compartilhado nas redes sociais e em aplicativos de mensagens mostra o que seria parte da operação do drone que sobrevoou o evento político de Lula e Kalil e jogou sobre o público uma substância de forte odor, na tarde de quarta-feira (15), em Uberlândia.



Parte dos presentes, chegou a classificar como urina, chorume e até fezes o conteúdo aspergido pelo aparelho.

Um dos três homens, que chegaram a ser presos pela Polícia Militar (PM) em flagrante, afirmou no vídeo que eles estavam jogando veneno. Em outro trecho da gravação, o operador do drone disse que já havia despejado “dois litros”. Veja a descrição do vídeo abaixo:

Homem 1: Na hora que acaba o veneno, apita?
Homem 2: Apita.
Operador: Está saindo muito, fii. Nossa, meu Deus do ceú!
Risos
Operador: O povo tá correndo, véi.
Homem 2: Acabou não, chefe?
Operador: Não, tem produto aqui ainda. Ó o povo, tacando trem lá, véi.
Homem 1: Levanta, levanta.
Operador: Tenho que levantar, o povo tá tacando trem.
Homem 1: Pode levantar. Joga pra cima do palco. Joga pra cima do palco.
Operador: Nossa, véi. Em cima do palco?
Homem 1: É! Lá no rumo daquelas caixas lá, isso!
Homem 2: Aumenta a vazão.
Homem 1: Aumenta a vazão.
Operador: Já tá no máximo aqui.
Homem 2: Uai, tá demorando demais.
Operador: Tá ué. É que tá saindo pouco.
Homem 1: Será que tem muito ainda?
Homem 2: Quantos litros têm?
Operador: Tem, nós jogou dois litros só, fii.
Homem 1: Roda mais para o lado da arquibancada.
Operador: A lá, caindo. Ó o pau lá, cê viu?
Homem 1: Dá mais uma volta, vai andando. Não fica parado não. Vai andando que eles não acertam. Não fica parado não.
Risos
Homem 1: Não fica parado não.
Homens 1 e 2: Sobe mais, sobe mais.

Rodrigo Luiz Parreira, Charles Wender Oliveira Souza e Daniel Rodrigues de Oliveira foram detidos em flagrante pela PM, mas liberados após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para comparecerem posteriormente ao Juizado Especial Criminal.

A polícia informou que eles não tinham autorização para operar o equipamento, que foi apreendido, e poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal, caso seja solicitado.

A apreensão dos três homens ocorreu logo após a operação do drone. Parte dos militantes seguiu o aparelho e junto da polícia chegaram até uma área localizada atrás do Centro Universitário do Triângulo (Unitri), local onde era realizado o evento.

Segundo o trio, a substância com forte odor jogada no local do evento tratava-se de um produto utilizado na lavoura, mas o nome não foi informado.

As informações são do G1.

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