População reclama do péssimo atendimento, falta de fraldas e medicamentos na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema); confira

DA REDAÇÃO BLITZ AMAZÔNICO

Moradores que necessitam de atendimento na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) denunciam o descaso com quem precisa de medicamentos e pessoas com deficiência.


Uma grande fila se formou na manhã desta quarta-feira (1º) e o sentimento de indignação tomou conta de quem todo mês sofre para poder receber atendimento.

Muitos familiares de pessoas doentes disseram que não tinha assistente social na unidade e que seguranças eram quem estava dando alguma informação.

Segundo informações, desde a última segunda-feira (30), não está tendo atendimento. Mães revoltadas reclamam da falta de fraldas, medicamentos, suplementos aumentando o drama de pessoas doentes.

Algumas pessoas que estavam na fila fizeram um desabafo sobre a longa espera e o mal atendimento prestado na Cema.

“Eu vim pegar aqui na Cema fraldas descartáveis, tamanho M, mas sempre falta, já tem três anos que venho aqui, mas teve uma época que eu passei mais de ano sem pegar, só comprando fralda do meu próprio bolso”, revelou a mãe identificada como Andréa Gomes.

“Passei 30 dias sem fralda, meu pai com 82 anos de AVC acamado, diabético hipertenso, precisou de fralda durante 30 dias e não tinha fralda aqui, estava em falta. Quando mantenho contato por WhatsApp é tranquilo, pois, no geral eu não desacato ninguém, procuro não desacatar ninguém. São 30 dias sem fralda no mês de abril e foi um sufoco que ele precisa de fralda geriátrica extra G. Uma fralda está R$ 30 reais um pacote com sete fraldas”, desabafou, Lana Rocha.

Quem também estava na bronca com o atendimento da Cema foi o Sr. José Carlos Rodrigues Santos que estava inconformado com essa situação.

“Desde o dia 3 de maio para pegar fralda, não tinha, a 30 dias a gente sem fralda, a família bancando, ninguém tem dinheiro para comprar fralda tamanho M. Nós estamos comprando a R$ 18 reais, pacote com oito fraldas, aí no caso nós temos que comprar 128 fraldas para minha sogra. Aí quer dizer que ainda a gente chega aqui e tem que pegar essa fila? Por que eles não fazem hora extra hoje aqui e atende todo mundo? ”, reclamou.


O PORTAL BLITZ AMAZÔNICO conversou com uma estudante de mestrado, que preferiu preservar sua identidade, e fez graves denúncias.

“A Cema (Central de medicamentos do Amazonas) está deixando a desejar tanto pela falta de medicação como em relação ao atendimento. Minha sobrinha de 5 anos é diagnosticada com paralisia cerebral e convulsões. Na Cema eu pego o Suplemento Fortine líquido e Fralda geriátrica no Tamanho P. Ela faz uso de outras medicações (alguns pegamos nas policlínicas, outros compramos, no momento ela está trocando as medicações, então não tem como eu te passar um valor sobre eles, essa é uma fase complicada) minha sobrinha é muito limitada, inclusive na alimentação, sendo o Fortine a fonte principal de alimentação, pois tem todos os nutrientes necessários para o organismo. Um frasco é 200ml que nas drogarias o custo chega até R$16 reais. Mas como comprar sendo que ela recebe apenas o benefício de um salário mínimo? No mês de abril não tinha fralda geriátrica do tamanho P, foi um mês bem apertado! Ouço muitas reclamações e do descaso do sistema. O que eu vejo é a demanda de fralda que é muito alta e não dá suporte para quem precisa”, desabafou.

"Todos os meses falta um tamanho de fralda, hoje tinha a fralda, mas não tinha o suplemento alimentar (Fortine). Conversando com outras pessoas soube que está faltando medicamentos até nas policlínicas. Eu já faço uso do Clonazepam, e já fui à policlínica e não achei essa medicação, tive que comprar. Se houver uma investigação profunda na saúda em Manaus, vão descobri muita coisa", completou.





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