Anestesista autor de estupro passa a primeira noite em Bangu 8

DA REDAÇÃO BLITZ AMAZÔNICO

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, apontado como autor de estupro, passou a primeira noite na Penitenciária de Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após passar por audiência de custódia e ter a prisão em flagrante convertida em preventiva. 


O presídio, cujo nome oficial é Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, é destinada a presos que têm nível superior.

De acordo com informações da equipe de reportagem da TV Globo, por volta das 21h15, quando os detentos souberam da chegada do profissional de saúde teve início uma grande agitação, os presos começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista, como forma de protesto. Mantendo o protocolo, ele passou a primeira noite isolado.

Além do flagrante de estuprando uma mulher na mesa de parto, Giovanni Quintella é suspeito de ter abusado de mais cinco mulheres nas unidades de saúde em que trabalhou, entre elas o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.

Prisão preventiva decretada

A delegada responsável pelo caso, Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher, concentra as investigações para elucidar se há pelo menos mais cinco vítimas.

“A gravidade da conduta é extremamente acentuada. Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico. Portanto, sequer a presença de outros profissionais foi capaz de demover o preso da repugnante ação, que contou com a absoluta vulnerabilidade da vítima, condição sobre a qual o autor mantinha sob o seu exclusivo controle, já que ministrava sedativos em doses que assegurassem a absoluta incapacidade de resistir”, disse a juíza Rachel Assad.

A magistrada ressaltou ainda o trauma gerado para a vítima.

“Em um parto onde a mulher, além de anestesiada, dava luz ao seu filho – em um dos prováveis momentos mais importantes de sua vida – o custodiado, valendo-se de sua profissão, viola todos os direitos que ela tinha sobre si mesma. Portanto, o dia do nascimento de seu filho será marcado pelo trauma decorrente da brutal conduta por ele praticada, o que será recordado em todos os aniversários”, completou.

A delegada responsável pelo caso, Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher, concentra as investigações para elucidar se há pelo menos mais cinco vítimas.

“A gravidade da conduta é extremamente acentuada. Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico. Portanto, sequer a presença de outros profissionais foi capaz de demover o preso da repugnante ação, que contou com a absoluta vulnerabilidade da vítima, condição sobre a qual o autor mantinha sob o seu exclusivo controle, já que ministrava sedativos em doses que assegurassem a absoluta incapacidade de resistir”, disse a juíza Rachel Assad.

A magistrada ressaltou ainda o trauma gerado para a vítima.

“Em um parto onde a mulher, além de anestesiada, dava luz ao seu filho – em um dos prováveis momentos mais importantes de sua vida – o custodiado, valendo-se de sua profissão, viola todos os direitos que ela tinha sobre si mesma. Portanto, o dia do nascimento de seu filho será marcado pelo trauma decorrente da brutal conduta por ele praticada, o que será recordado em todos os aniversários”, completou.

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